O debate sobre os desafios da flexibilidade de operação do sistema elétrico brasileiro ganhou espaço na terceira edição do Minuto Mega Talks, realizada nesta quinta-feira (20), em São Paulo. Durante painel sobre novas demandas de consumo de energia, o vice-presidente de Estratégia, Novos Negócios e Transformação Digital da Copel, Diogo Mac Cord, defendeu as Usinas Hidrelétricas Reversíveis como uma alternativa de menor custo para garantir armazenamento de energia e potência ao sistema elétrico nacional. Ao analisar os desafios enfrentados pelo setor elétrico, Mac Cord afirmou que parte das dificuldades atuais está relacionada ao avanço das fontes intermitentes e à falta de mecanismos que valorizem adequadamente atributos essenciais para a segurança e a flexibilidade do sistema. “O modelo brasileiro foi estruturado historicamente sobre a complementaridade entre hidrelétricas e térmicas, mas a expansão das fontes não despacháveis alterou essa dinâmica. O crescimento dessas fontes reduziu parte da reserva de potência disponível no sistema e tornou mais evidente a necessidade de mecanismos de flexibilidade”, explicou. Mac Cord também ponderou o atual modelo de formação de preços da energia. Para ele, os sinais econômicos produzidos hoje não refletem adequadamente as condições reais do mercado nem estimulam os investimentos necessários. “Temos um preço que não reflete o mercado. É o resultado de um modelo matemático que não considera o volume de fontes intermitentes presente no sistema”, afirmou. Ao tratar das alternativas para ampliar a capacidade de resposta do sistema elétrico, o representante da Copel voltou a defender as usinas reversíveis. Segundo ele, a tecnologia reúne características que permitem armazenar grandes volumes de energia e prestar serviços importantes para a operação da rede. “A solução da reversível se enquadra muito bem no preço por oferta e no modelo de leilão, porque minimiza custos”, disse Na visão do executivo, a principal vantagem das reversíveis aparece em projetos de